Capa do livro Søren Kierkegaard de Georg Brandes
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Søren Kierkegaard 

Autor(a):

Sinopse

Em Søren Kierkegaard, Georg Brandes — o crítico literário que inaugurou a moderna história intelectual do norte da Europa — apresenta a primeira grande interpretação do pensador dinamarquês que revolucionaria a filosofia existencial.

Brandes conduz o leitor pelos principais escritos de Kierkegaard, revelando como temas como angústia, liberdade, subjetividade e fé se entrelaçam com a própria vida do autor. Sua análise, ao mesmo tempo elegante e penetrante, oferece um caminho seguro para compreender um dos pensadores mais desafiadores da modernidade, sem abrir mão da profundidade conceitual.

Mais do que uma biografia intelectual, esta obra é uma chave de leitura indispensável para entrar no universo kierkegaardiano. Para leitores de filosofia, teologia, literatura ou história das ideias, Søren Kierkegaard, de Georg Brandes, é um clássico que continua a iluminar — com clareza e vigor — a gênese do pensamento existencial.

Ficha Técnica

  • Páginas: 239
  • Preço Sugerido: 9,90
Georg Brandes

Georg Brandes

Georg Morris Cohen Brandes (1842–1927) foi um dos mais influentes críticos literários e intelectuais europeus do final do século XIX e início do século XX. Nascido em Copenhague, Dinamarca, Brandes tornou-se uma das figuras centrais do movimento conhecido como O Movimento Moderno (Det Moderne Gennembrud), que buscava renovar a literatura e o pensamento escandinavos por meio de uma abordagem mais realista, crítica e voltada para os problemas sociais, políticos e morais de seu tempo.
Educado na Universidade de Copenhague, Brandes destacou-se desde cedo por seu domínio das línguas clássicas e modernas e por sua leitura atenta dos grandes pensadores europeus, de Goethe e Heine a Nietzsche — este último, aliás, profundamente influenciado por Brandes, que foi um dos primeiros a reconhecer e divulgar sua importância filosófica.
Em suas famosas Conferências sobre a Literatura do Século XIX (1871–1872), Brandes lançou as bases para uma nova crítica literária, defendendo que a literatura deveria “colocar problemas sob debate” (at sætte problemer under debat), ou seja, tratar de temas como liberdade, moralidade, desigualdade e religião com honestidade intelectual e coragem moral. Essa visão transformou o panorama cultural da Escandinávia, inspirando autores como Henrik Ibsen, August Strindberg e Bjørnstjerne Bjørnson.
Brandes foi também um cosmopolita convicto: viajou por toda a Europa, escreveu em diversas línguas e manteve correspondência com alguns dos maiores nomes da cultura de seu tempo. Seu estilo crítico combina erudição e clareza, sempre orientado por um ideal de emancipação intelectual e humanista

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