capa no livro o mal estar na civilização, de sigmund freud
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O mal-estar na civilização

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Sinopse

Publicado em 1930, O Mal-Estar na Civilização é uma das obras mais profundas e perturbadoras de Sigmund Freud. Escrita no crepúsculo de sua vida intelectual, ela representa uma reflexão madura sobre o destino da humanidade à luz da psicanálise. Aqui, Freud amplia seu olhar — antes voltado para o indivíduo — e o projeta sobre a cultura, interrogando as causas do sofrimento humano em meio ao progresso da civilização. O autor revela que a mesma energia pulsional que torna possível a vida em sociedade é também a fonte de sua infelicidade: ao reprimir seus desejos e instintos, o homem civilizado paga o preço da ordem com a perda da liberdade interior.

Entre o impulso e a renúncia, entre o prazer e a culpa, Freud delineia o drama essencial da existência humana. Com lucidez implacável, ele mostra que o “mal-estar” não é uma falha passageira da cultura, mas uma condição estrutural da vida civilizada — inevitável enquanto houver conflito entre os instintos e as exigências morais. O Mal-Estar na Civilização permanece, assim, como um dos diagnósticos mais lúcidos e inquietantes da modernidade: um espelho em que a humanidade continua a se reconhecer, dividida entre o desejo de felicidade e o peso de suas próprias criações.

Ficha Técnica

  • Páginas: 104
  • Preço Sugerido: 5,99
Sigmund Freud

Sigmund Freud

Sigmund Freud (1856–1939), médico e neurologista austríaco, é amplamente reconhecido como o pai da psicanálise, uma das mais influentes correntes do pensamento moderno. Nascido em Freiberg, na atual República Tcheca, Freud dedicou sua vida ao estudo da mente humana, buscando compreender os mecanismos inconscientes que moldam o comportamento, os sonhos, as neuroses e a personalidade.
Freud revolucionou a psicologia ao introduzir conceitos fundamentais como o inconsciente, os mecanismos de defesa, a sexualidade infantil e o complexo de Édipo, desafiando as concepções rígidas da sociedade vitoriana de sua época. Sua obra seminal, Introdução à Psicanálise, assim como Cinco Lições de Psicanálise, não apenas apresentou suas teorias ao mundo, mas também estabeleceu uma metodologia de análise clínica baseada na livre associação, na interpretação dos sonhos e na exploração da relação entre analista e paciente.
Além de seu impacto direto na psicologia clínica, Freud influenciou profundamente a filosofia, a literatura, a arte e a cultura em geral. Pensadores como Jacques Lacan, Carl Jung e até autores literários como James Joyce e Thomas Mann dialogaram, criticaram e se inspiraram em suas ideias, demonstrando a amplitude de sua influência.
Freud não apenas criou uma nova ciência da mente, mas também inaugurou uma reflexão sobre a condição humana que continua a desafiar e enriquecer o entendimento do comportamento e da subjetividade até hoje. Seu legado permanece como um convite à investigação da psique e à compreensão mais profunda das forças invisíveis que governam nossas escolhas, emoções e sonhos.

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